Mostrando postagens com marcador política. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador política. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O marketing político pelas redes sociais

Sabrina Assumpção

Desde que surgiram, as redes sociais têm causado grandes transformações no comportamento da sociedade moderna. Estudiosos tentam entender as diversas atitudes de uma população que expõe cada vez mais sua opinião sem nenhum receio ou restrição. Nesse âmbito, em época de eleições, políticos tentam usar ferramentas populares cibernéticas em seu favor, para promover um verdadeiro marketing político.

Navegando na internet, encontrei milhares de vídeos produzidos, e às vezes postados pelos próprios candidatos políticos conhecidos somente na rede. Os fatores para esse tipo de apelação aos sites de relacionamentos sociais devem-se a diversos fatores. A ausência de oportunidades nos horários eleitorais transmitidos pela televisão ou falta de recursos financeiros para uma grande produção – já que, a internet é uma área livre e muitas vezes, gratuita – podem ser um dos motivos que leve muitos candidatos restringirem suas campanhas às redes sociais.

Por outro lado, candidatos que têm seu horário eleitoral garantido na TV, posam de interessados e preocupados com a sociedade ao criarem um perfil no Twitter, por exemplo. A ferramenta possibilita a comunicação direta do candidato – ou, muitas das vezes um assessor – com seus eleitores. Essa verdadeira, ou não, proximidade, gera uma sensação de que o candidato se importa e está ciente das necessidades da população, atitude que pode reder muitos votos ao mesmo.

Por isso, tem sido comum a contratação de marqueteiros políticos e analistas de redes sociais que tenham experiência em usar as novas, ou antigas, mídias com o objetivo de se obter uma vitória eleitoral. Cursos para a especialização desses tipos de profissionais têm sido comuns desde a vitória do eleito presidente dos Estados Unidos Barack Obama, que desde sua campanha já possuía uma conta no Twitter.

Assim, nas campanhas eleitorais fica comum a formação da “imagem perfeita” sobre um determinado candidato. As redes sociais também possibilitam o alcance de distintos grupos sociais de acordo com cada ferramenta. Desse jeito, podem ser liberadas propagandas que alimente o que cada círculo social espere de um determinado candidato.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Religião, política e exploração da pessoa humana

Diogo Leão

Fato visível nestas eleições tem sido a estratégia que os candidatos José Serra e Dilma Rousseff tentaram usar para conquistar votos explorando a religiosidade do povo. Pudemos ver nas proximidades do dia 12 de outubro, dia em que os católicos brasileiros festejam Nossa Senhora Aparecida que tanto Serra quanto Dilma visitaram o santuário dedicado à santa. Santinhos com motivos religiosos foram impressos como propaganda de Serra e Dilma procurou reunir-se com líderes de cristãos popularmente conhecidos como “evangélicos”.
Os estudos de fenomenologia da religião, feitos pela linha filosófica que leva o mesmo nome, verifica que a religião é um fenômeno universal entre os humanos, que caracteriza a visão de mundo que este tem dividindo tudo o que existe entre sagrado e profano, e que conduz o homem por uma série de práticas que o leva à salvação de suas alienações.  As religiões também têm seus líderes que orientam as consciências de seus adeptos conforme suas doutrinas. Os homens são capazes de suportar grandes sofrimentos por causa de suas religiões até mesmo a morte.
Estamos em um momento novo da história da humanidade onde surgiu o estado laico, na maioria das civilizações e períodos da história o poder religioso esteve unido ao poder político, um dependia do outro. O surgimento do cristianismo, que praticamente surgiu como religião proibida, tanto no seu ambiente originário, pois eram considerados como blasfemos entre os judeus (pois diziam que Jesus era não só o messias, mas também Deus) e rebeldes entre os romanos (pois resistiam reconhecer o imperador como divino), aportou um novo comportamento religioso no ocidente, a religião para estes foi possível existir de forma independente do estado. Com o decorrer da idade média a influência política do cristianismo cresceu muito, diminuindo na idade moderna devido aos regimes absolutistas onde os monarcas tentavam dominar a religião e quase oficialmente terminada na idade contemporânea.
No entanto, a integridade de adesão de uma pessoa à religião é algo que não desapareceu. Na religião a pessoa movida pela fé, muitas vezes faz experiência de paz quando consegue identificar seus pensamentos e atitudes com a religião. No entanto algo antiético é explorar desta dimensão humana por parte de alguns para obter vantagens pessoais, usando não só a religião, como também as pessoas. E um retrocesso no progresso que a humanidade fez em conseguir viver a religião com liberdade, de forma independente do estado.
Por outro lado vemos também o fato de usar a religião como caminho fácil para apresentar valores, não necessitando recorrer a argumentações mais precisas. A falta de reflexão tende a apelar a motivos religiosos em temas polêmicos como aborto e união civil de homossexuais. Se alguém é contra o aborto ou à união civil de homossexuais tende a ser taxado imediatamente como religioso e que por isso em um estado laico não se deve levar em consideração a posição dela. Será que realmente só motivos religiosos levam a estas posições?

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Candidato à Minas critica governo presidencial

                 Por Sabrina Assumpção

Nesta terça-feira, 10, o canditado ao governo de Minas Gerais Antônio Anastasia, deu uma coletiva à Folha de São Paulo em Belo Horizonte. Nesta, ele chegou a criticar o governo de Lula dizendo ser “falho”, e deixou claro ser a favor de mudanças no sistema de gestão federal.

Além disso, também foram discutidos temas como o aborto, Lei Seca e pesquisas com células-tronco. Anastasia esclareceu o que mudaria em relação ao atual governo caso ganhe nas Eleições de 2010. Sendo que, na maior parte dos temas abordados, manteria a atual situação.